Em 31 de agosto de 2025, o programa Fantástico trouxe um alerta importante sobre um hábito cada vez mais comum entre os brasileiros: o consumo de vitaminas sem qualquer orientação médica. A reportagem mostrou casos de pessoas que acabaram internadas após exagerarem nos suplementos, chamando a atenção para um problema de saúde pública que cresce ano após ano: a hipervitaminose.
A matéria informa que “a Anvisa registrou 240 notificações de problemas com suplementos vitamínicos desde o ano passado, sendo 28% de efeitos graves. Além disso, mais de 62 mil anúncios irregulares foram retirados da internet. É uma indústria que movimenta mais de R$ 4 bilhões por ano”.
Muitos associam vitaminas a algo inofensivo — afinal, elas estão naturalmente nos alimentos e são essenciais para o funcionamento do corpo. Mas quando tomadas em excesso, principalmente na forma de cápsulas, podem se transformar em vilãs. Há a ilusão de que vitamina é a “pílula da saúde”.
O problema é que, impulsionadas por propagandas e influenciadores digitais, várias pessoas acreditam que basta engolir uma cápsula para ter mais energia, imunidade e até juventude. A ciência, no entanto, mostra que não é bem assim.
As chamadas vitaminas lipossolúveis — como A, D, E e K — são as mais perigosas quando ingeridas sem controle. Diferente das hidrossolúveis (como a vitamina C e as do complexo B, eliminadas mais facilmente pela urina), elas se acumulam no organismo.
O excesso pode provocar riscos reais para o organismo desde náuseas e dores de cabeça até problemas graves, como lesões no fígado, pedras nos rins e alterações cardiovasculares. Em alguns casos, o quadro evolui para internação hospitalar.
Claro que existem situações em que a suplementação é indicada, mas sempre sob acompanhamento profissional de um médico. Gestantes, por exemplo, costumam receber prescrição de ácido fólico para prevenir más-formações no bebê. Idosos e pessoas com dietas restritivas também podem precisar de reposição.
O ponto central é: não existe suplemento “universal”. Cada organismo tem necessidades diferentes, e só exames laboratoriais podem apontar se há carência real.
A recomendação dos especialistas é simples: prefira buscar vitaminas nos alimentos. Uma dieta balanceada, rica em frutas, verduras, legumes, proteínas e grãos integrais, costuma fornecer tudo o que o corpo precisa.
Antes de investir em frascos coloridos, o melhor investimento é uma consulta médica ou nutricional. Afinal, saúde nós não encontramos em cápsulas milagrosas.




