
A osteoporose não é uma doença somente da mulher. A osteoporose assusta homens e mulheres, mas não ocorre somente na terceira idade. Engana-se quem pensa isso. Ela pode surgir antes dos 40 anos. O número de mulheres com osteoporose é maior que o de homens, e apresenta perda óssea importante durante a menopausa. No entanto, homens com deficiência alimentar de cálcio e vitaminas estão sujeitos à doença.
Estima-se que a proporção da osteoporose para homens e mulheres seja de seis mulheres para um homem a partir dos 50 anos e duas para um acima de 60 anos. Aproximadamente uma em cada três mulheres vai apresentar uma fratura óssea durante a vida.
A preocupação da mulher com a osteoporose não deve ser somente na menopausa. A prevenção deve ocorrer ao longo da vida. E, para isso, basta ter rotinas saudáveis, como expor-se à luz do sol sem filtro, durante 15 minutos todos os dias, e ingerir vitamina D diariamente. Verduras e laticínios fornecem este tipo de vitamina.
Atenção: evite sol depois das 10 horas.
Afinal, o que é osteoporose?
Osteoporose é uma doença metabólica, sistêmica, que acomete os ossos da pessoa e pode levar a fraturas. Um exame chamado densitometria óssea é capaz de verificar essa perda de massa óssea, por isso, peça ao seu médico para incluí-lo nos exames anuais. Ele avalia a densidade mineral óssea (massa óssea), com o objetivo de diagnosticar precocemente a osteoporose, que é uma doença previsível e tratável. E é possível determinar o risco de futuras fraturas, principalmente na coluna lombar e fêmur, em pacientes com baixa massa óssea, e determinar o tipo de intervenção a ser feita.
Nas mulheres, por meio da densitometria óssea, se identificado massa óssea baixa, pode-se definir o uso de terapia com deficiência estrogênica e reposição hormonal.
Alimentação
Bem, mas o importante é a mulher aos 60 anos ingerir alimentos ricos em cálcio, mais precisamente 1.600 mg por dia. Isso representa 5 copos de leite de 300 ml. Quem não é fã de leite pode substituir por iogurte ou por queijo. Uma fatia grossa equivale a um copo de leite de 300ml. Vegetais de cor verde escuro também têm cálcio, embora em menor quantidade.
O leite é amigo dos ossos, o café não. Se ingerido em grande quantidade, isto é, cinco xícaras por dia ou mais, podem afetar os ossos.
Atenção!
Se você fuma ou bebe, cuidado, pois o tabagismo, fator de muitas doenças, também aparece na lista da osteoporose. O cigarro é um veneno para os ossos, pois age diretamente nas células que os formam. E a ingestão de bebidas alcoólicas também.
Deixa a preguiça e o sedentarismo de lado. Movimente-se. Sedentarismo e predisposição genética também podem levar à doença, assim como a alta ingestão de bebidas alcoólicas. Praticar exercícios físicos é essencial. Nesse caso, os exercícios devem ter impacto mínimo. Caminhada é a atividade mais recomendada.
Fatores de risco
- História familiar de osteoporose
- História prévia de fratura por trauma mínimo
- Tabagismo
- Baixa atividade física
- Baixa ingestão de cálcio
- Baixa exposição solar
- Alcoolismo
- Imobilização
- Ausência de períodos menstruais (amenorreia) por longo período
- Baixo peso corporal
Alguns sintomas de osteoporose
Os sintomas da osteoporose não são facilmente visíveis. Muitas vezes, os sintomas se expressam pelas fraturas. Com o avanço da doença, alguns sintomas surgem como dor ou sensibilidade óssea; diminuição de estatura com o passar do tempo; dor na região lombar, devido a fraturas dos ossos da coluna vertebral e dor no pescoço, devido a fraturas dos ossos da coluna vertebral e postura encurvada ou cifótica.
Cuide-se e esteja atenta.
Mais informações:
- http://www.minhavida.com.br/saude/temas/osteoporose . Acesso em 8-5-2016
- http://drauziovarella.com.br/mulher-2/prevencao-da-osteoporose-deve-comecar-na-juventude. Acesso em 16-5-2016
- Ministério da Saúde
- Ricardo Nahas, médico do esporte e coordenador do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho
- Vera Szejnfeld, reumatologista e coordenadora do Departamento de Densitometria Óssea da Fundação IDI
- Weldson Muniz, ortopedista do Hospital Santa Luzia, em Brasília
- Roberto Santin, ortopedista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz



