Com a idade avançando, em nenhum momento pensamos que um dia nossos filhos cuidarão de nós. Será que eles estão preparados? E nós, como vemos essa troca de papéis?
Nascemos, crescemos, nos tornamos adultos sabendo que um dia estaremos casados e constituiremos família (ou não), mas não somos preparados para sermos cuidados pelos nossos filhos. E nem eles para cuidarem de nós. Por mais que eles cresçam serão sempre nossos filhos, e os veremos sempre como dependentes de nós. É uma relação de dependência emocional que pensamos ser de mãe para filho e não o contrário.
Com o passar dos anos, a memória não está tão boa, o cuidado com a queda tem de ser, por nós, redobrada, a surdez vem chegando de mansinho…
Na terceira idade, tanto a mãe quanto o filho se sentem sozinhos. O filho, porque não tem na mãe a conselheira, aquela que dá colinho e, muitas vezes, surge a insegurança de como agir em determinados momentos em sua vida. E a mãe sente que está perdendo autonomia, o cansaço se instala, enfim as limitações aumentam e com elas a insegurança.
Para reagir a todas essas mudanças que o tempo causa, é importante que a mulher se reinvente sempre e mais ainda depois dos 60 anos, isto é, que seja pró-ativa e não deixe a solidão ou a depressão se instalar. É necessário ter objetivos e metas a curto e médio prazos e, claro, factíveis de serem atingidos porque, assim, estará produzindo, e se sentindo bem com a vida.
É preciso trabalhar o corpo e a mente para que se tenha saúde e qualidade de vida. E que possamos retardar a dependência dos filhos. Não tem coisa melhor do que termos controle da nossa vida e podermos nos adaptar às mudanças que a idade nos traz.
E pode ter certeza: com o passar dos anos há a troca de papéis, mas devemos entender que faz parte da vida e a capacidade da mãe amar seus filhos vai permanecer igual e os filhos devem entender nossas limitações e nos proteger.



