Em pleno século XXI, as mulheres ainda são “cobradas” para serem mães. Se casam, e com o passar do tempo a família cobra para terem filhos. As pessoas têm de entender que ser mãe não é vontade ou mesmo prerrogativa de todas as mães. Exceções existem.
A experiência da maternidade é única. Ser mãe é se dar, doar, estar preparada para despender seu tempo em atenção a um serzinho que precisa de tudo: carinho, comida, atenção. No momento em que você tem filho, seu tempo já não é todinho seu.
A profissional, a esposa, a mulher, muitas vezes, quando é mãe passa a desempenhar somente o papel de mãe e “esquece” suas outras opções de vida. Diante dessa complexidade de papéis, a mulher passou a fazer do trabalho profissional sua razão de vida, o que retardou a vontade de ser mãe e, claro, passou a responsabilizar-se pelas conseqüências advindas delas. Assim, se antigamente a mulher tinha na formação de uma família objetivo de vida, hoje, ao decidir estar no mundo enquanto profissional, a mulher vê no trabalho o sentido de sua vida e o transforma em essência realizadora e prazerosa.
Atualmente, a mulher está mais consciente de suas possibilidades, e busca ser reconhecida enquanto profissional, numa necessidade de construir sua identidade, de participar da mudança cultural e social, não se limitando aos papéis de esposa e mãe.
Ser mãe é uma opção de vida. Assim, a mulher que não deseja ser mãe não deve se sentir culpada por não ter filhos e seus parentes devem entender isso.
Gilles Lipovetsky, filósofo francês, criou o conceito “terceira mulher” no final da década de 1990, que traduz a mulher independente, que está sempre em busca de progredir como ser humano, se reinventando, e não mais à margem do homem. Em 2000, lançou o livro A terceira mulher: permanência e revolução do feminino, que retrata a mulher procriadora, a mulher enaltecida e, por último, a mulher moderna que tem o poder de governar sua vida, lutando contra o machismo, ainda tão presente no século XXI. Enfim, é uma obra que mostra o papel da mulher em vários momentos da história.
Para o referido autor, o avanço da mulher em vários segmentos da sociedade tem sido notável e afirma que “a revolução feminina é inédita. A contracepção e o engajamento profissional da mulher jamais existiram. E não se trata de uma questão de sua natureza, foi uma construção social”.
Mais informações, visite os links abaixo:
– Mulher, mãe e profissional: uma breve discussão sobre o reflexo dessas escolhas no modo de ser mulher . visite o link https://www.unilestemg.br/kaleidoscopio/artigos/volume2/MULHE_MAE_E_PROFISSIONAL_UMA_BREVE_
– “A revolução feminina é inédita”, diz filósofo criador da “terceira mulher”, no link http://delas.ig.com.br/comportamento/2013-11-29/a-revolucao-feminina-e-inedita-diz-filosofo-criador-da-terceira-mulher.html



